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- Daniele Gondim
- Eu sou alguém em busca, estou em busca do auto-conhecimento e do conhecimento de Deus.
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Monday, February 18, 2008
A GRAÇA DE DEUS
A lei é morta dentro da perspectiva de que o real objetivo dela era ser um meio de salvação, como também todas as demais leis de natureza cerimonial, visto que Jesus levou a “Lei” da morte e ressuscitou para que “sem Lei” fossemos justificados mediante a fé que se fundamenta em Jesus, hoje vivemos pela graça.
A graça porém não elimina o pecado sem o processo de arrependimento, todavia ela auxilia neste processo, pois leva a uma mudança rumo a uma nova consciência criando no coração de quem a recebe a total convicção do arrependimento, a partir desta convicção passamos a entender o amor de Deus como um amor incondicional, pois reconhecemos que não temos condições para obter esse amor pelo nosso próprio esforço.
Na perspectiva do arrependimento o homem cria um vínculo com Jesus, pela leitura do Evangelho, o manual de conduta do Cristão que realmente quer ser a imagem e semelhança de Deus.
Sem o conhecimento da graça de Deus pela leitura do Evangelho o homem jamais provará, da “paz que excede todo o entendimento”, pois o encontro com Deus nos traz a tona o nosso eu interior, entramos em contato com o conhecimento de nossas falhas, de nossos erros e pecados então descobrimos que a graça de Deus nos basta, que a salvação é muito mais que um processo escatológico, salvação é vida transformada todo dia.
Deus nos ama independente de qualquer coisa, isso é uma característica da pessoa de Deus, pois Ele é amor na expressão mais verdadeira e sobrenatural que nós possamos imaginar, o amor ágape.
A graça de Deus opera para perdoar os pecados do homem em resposta a uma fé obediente, nos da uma nova consciência e traz a noção de um arrependimento não mais de culpa em culpa, mas de entendimento em entendimento, produzindo não angustia, mas a alegria dos que pela “renovação da mente”, provam a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Referencias e aplicação prática da Graça de Deus:
A graça de Deus é a totalidade pelo que homens e mulheres são tornados justos (Rm 3:24, Tt 3:7);
Deus derrama sua gloriosa graça sobre nós em seu Filho (Ef. 1:6);
A graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo (1Tm 1:14)
A graça é deposito ao qual temos acesso através de Jesus Cristo (Rm 5:2);
É um estado ou condição em que nos encontramos (Rm 5:2);
É recebida em abundância (Rm 5:17);
A graça de Deus abundou mais que o pecado (Rm 5:15, 20,21;6:1)
É-nos dada em Cristo (1Cor 1:4)
A superabundante graça de Deus está dentro do cristão (2Co 9:14);
Ela se estende para mais e mais pessoas (2 Co 4:15);
A graça contrasta com as obras, que carecem do poder para salvar; se as obras tivessem esse poder, a realidade da graça seria anulada (Rm 11:5ss; 2Tm 1:9);
A graça contrasta com a Lei. Tanto judeus quanto gentios são salvos pela graça do Senhor Jesus (At. 15:11);
Apegar-se a Lei é anular-se a graça (Gl 2:21); e quando os gálatas aceitaram a lei caíram da graça (Gl. 5:4);
O cristão não está debaixo da Lei, mas debaixo da graça (Rm. 6:14ss);
A graça contrasta com o que é dívida (Rm. 4:4);
O evangelho, que é a boa nova da graça, pode ele mesmo ser chamado de graça (At. 20:24) ou de palavra da graça. (At. 14:3; 20:32).
Dany Gondim - 16/02/2008
Referencias:
Textos – A Graça que inclui gente e exclui pecado e doença. Pr. Caio Fábio. Vivendo na graça num mundo sem graça. Philip Yancey.
Livro: O Evangelho Maltrapilho. Brennan Manning.
Friday, February 15, 2008
Friday, February 01, 2008
JESUS E SUA HUMANIDADE
Hoje pela manhã, fiquei refletindo sobre Jesus e o desejo de reconhecimento das pessoas, quase sempre temos a tendência de ver só o lado 100% Deus de Jesus, porém sabemos que ele era 100%homem e 100% Deus.
Então vamos humanizar Deus e procurar semelhanças nesse lado 100%
humano que ele teve.
Jesus era uma pessoa admirável, porém poucos
foram .os que o amaram sem interesse.
Pelos seus milagres ele arrastou multidões, todas interessada em ver os prodígios, todas mais preocupadas consigo mesmas do que com as palavras de salvação que eram proferidas por Ele, lembro-me da 2ª multiplicação de pães, onde Jesus exorta o povo, mostrando que eles queriam alimento para o corpo e esqueciam do alimento para a alma.
Nós temos também a tendência de só crer naquilo que podemos pegar, por mais que digamos que temos fé, mesmo assim, nada como pedir e ver os resultados de maneira imediata e empírica acontecer.
Por isso aquele povo buscava alimento que perece, pois esse alimento seria visto por eles e a curto prazo, saciaria a fome e a sede deles, Jesus, vê a longo prazo, ele vê que o ser humano é composto de corpo, alma é espírito e que esses elementos precisam de alimento. O que ele proclama é o Reino de Deus, a salvação, alimento pra alma e pro espírito humano.
O ministério de Jesus é marcado por sua divulgação do Reino e da
salvação, porém, incompreendido pelas pessoas que não conseguem
enxergar o que é eterno e sim se deixam levar pelo que é passageiro.
Jesus era uma pessoa que gostava de meditar, ao final dos dias ele ia para o monte orar, enquanto orava avaliava junto com Deus os momentos mais marcantes do dia, os sentimentos que ele havia deixado aflorar e suas tristezas e incertezas, Jesus aproximava-se do Pai com um diálogo onde ele não só falava, mas abria o coração para receber sabiamente os conselhos de Deus. Essa medita+oração, fazia de Jesus um homem valoroso, conhecedor de si, é tanto que em nenhum momento você vê Jesus, tendo dúvidas a respeito de sua personalidade ou quanto o que deveria ou não fazer, por isso num dado momento ele até aconselha, que "não" seja sempre não e o "sim" seja sempre sim. Tinha convicção do que era e do que queria, isso era fruto de suas conversas com o Pai.
Jesus, sentia-se só, o sentimento de solidão de Jesus vinha de sua
certeza que as pessoas não o seguiam por amá-lo e sim por precisar de algo que ele poderia conceder a elas. Isso, de certa forma deixava um ar solitário em Jesus, como no momento em que ele estava riscando o chão e os fariseus lhe trouxeram aquela mulher que seria apedrejada.
São muitas as analises a respeito da humanidade dele, mas o que quero mesmo, é de certa forma, fazer com que Jesus, deixe de ser o Pai celestial pra ser o Pai amigo, alguém acessível a mim, que conheça as minhas realidades e me mostre que não é por mérito meu que ele me ama, mas pela graça. Deixando bem claro que esse ato de humanizar não é desmerecer, nem esquecer de sua divindade, mas como ele mesmo ensinava, é um modo mais fácil de compreender como um homem foi capaz de vir morrer por nós e pagar por todos os nossos pecados na morte de cruz!
Pois bem, essa foi a reflexão que me gerou está manhã a questão
da nossa humanidade, quanto as necessidades de sermos reconhecidos e
amados, nem Jesus conseguiu ser reconhecido e amado, infelizmente essa é a dura percepção que podemos ter da humanidade. Todavia, nem tudo está perdido, sempre resta pessoas que crêem que a Comunhão
Suprema é o maior dos fundamentos e mandamentos para a salvação
humana!
Dany Gondim
O TEMPO DE DEUS
Muito se fala sobre o tempo de Deus, muito se prega que o tempo de Deus seria uma espécie de benção, na qual você deve esperar com paciência, porém existem fatores mais profundos dentro dessa questão, é importante que se leia nas entrelinhas sobre esse tempo de Deus.
O tempo de Deus vai bem além de sentar-se e esperar que as coisas aconteçam.
O tempo de Deus, é o tempo em que o Senhor vê que estamos preparados para que Ele complete a boa obra que começou.
O tempo de Deus é o aperfeiçoamento, é o reconhecimento do nosso "EU", limitações e virtudes, onde possamos ser responsáveis para escrever uma estória bem estruturada em todos os aspectos e abençoada pela misericórdia e graça de Deus.
Esse é o tempo de Deus, não um tempo determinado por Ele, mas um tempo determinado pela luta que travamos de nós com nós mesmos, um tempo onde tanto nós como Deus entende que chegou a hora certa de se concretizar sonhos.
Dentro da Bíblia existem vários exemplos desse tempo de Deus, porém vou citar apenas um, o exemplo de Davi, quando Samuel foi na casa de Davi para ungi-lo, Saul ainda era rei, e podemos notar nessa realidade que houve todo um tempo entre a unção de Davi ao seu reinado, pois este período foi marcado pela preparação de Davi, ou seja, o Senhor escolheu Davi para reinar, porém houveram uma série de fatos até que se concretizasse o seu reinado. Davi passou por uma espécie de crescimento, de amadurecimento em todos os aspectos.
A benção de Deus se concretizou na vida de Davi no tempo de Deus, todavia, dentro desse tempo Davi não ficou parado, foi recebendo as coordenadas de Deus, se aperfeiçoando em suas fraquezas e conhecendo-se, caminhando até que um dia a boa obra na qual Deus começou quando mandou Samuel ungi-lo, tornou-se concreta. Era hora realmente de acontecer o esperado, Davi tinha sido devidamente preparado para essa missão.
Assim é o tempo de Deus, lendo Gênesis logo do começo podemos ver tudo sendo feito ao seu tempo, Deus não tinha pressa pra realizar a criação, porém, criava, via que era bom, e dava o próximo passo, sem atropelar etapas.
Pelo movimento de sua criação vinha a conclusão de ser bom, a criação ia agradando a ele , era um processo progressivo, nunca parado mas sempre em movimento.
Assim é o tempo de Deus, gotas que se amontoam e se transformam em oceanos, são pegadas de uma caminhada despretensiosa que dão inicio a um longo caminho, é o universo em expansão.
Não parado no tempo, mas tudo acontecendo à medida que se nota amadurecimento suficiente para que seja realizado, pois, uma fruta só cai do pé e ganha identidade própria a partir do momento que ela chega ao estado de amadurecimento suficiente para isso.
Por isso enquanto vida houver, sou um projeto de ser humano nas mãos de Deus, sou um sonho de Deus em processo de realização, todavia sempre com a noção de que eu estou em movimento, de que preciso desse movimento para que Deus olhe pra mim veja que é bom e passe para o próximo passo de criação na minha vida.
Dany Gondim
DOIS PONTOS DE VSITA
A mosca, a debater-se:“Não! Deus não existe”
Somente o Acaso rege a terrena existência!”
A aranha: “Glória a Ti, Divina providência,
Que à minha humilde teia essa mosca atraíste!”
(Mário Quintana)
EU, O ADMIRADOR
Este é o relato-resposta ao um texto meu que está neste blog, que se chama: EU, A BONEQUINHA ADMIRADA POR TODOS, foi meu namorado que respondeu o meu texto.
Que boneca linda, essa da vitrine do shopping, estou admirado com sua beleza, vou querer ver mais de perto. Com todo cuidado, observo a boneca apenas com olhar, pois se não tenho a intenção de levar é melhor nem mexer, porém continuo minha observação, contemplo como o artesão caprichou nessa obra-prima, fico impressionado com a riqueza de detalhes, isso apenas olhando, sem tocar e me retiro, mas aquela boneca não me sai do pensamento. Sempre que possível eu entro na loja pra olhar, já estou até sendo cumprimentado pelos vendedores, o que acho mais estranho é que faz tempo que passo na loja e a boneca lindíssima permanece lá. Um vendedor perguntou por que eu contemplava tanto essa boneca, eu lhe respondi: ela tem uma beleza única, uma riqueza de detalhes incomparáveis . Então o vendedor fez outra pergunta: - você esta gostando da boneca, né? Eu fiquei todo sem jeito, e respondi gaguejando: estou gostando mesmo. O vendedor perguntou: você gostaria de levá-la? Respondi: eu gostaria, mas não tenho muito dinheiro, infelizmente. Então o vendedor me disse: tenho te observado todos esses dias que você vem aqui ver a boneca, notei como você olha pra ela diferente de todas outras pessoas que passaram nessa loja, você sabe valorizar essa boneca, e devido a isso vou fazer uma coisa com você. O quê? Perguntei surpreendido O vendedor disse: vou somar o valor que você tem dado pela boneca mais a quantidade de dinheiro que puder pagar e você poderá levá-la . Como eu valorizava muito aquela boneca, pedi ao vendedor se eu poderia ir ao caixa eletrônico tirar dinheiro, mas ele não permitiu, pediu pra eu dar aquilo que eu tinha no momento. Eu achei tão pouco, mas o vendedor sorridente pegou a boneca da vitrine, fez um embrulho e entregou na minha mão. Carreguei com todo cuidado, e ao chegar em casa abri e tinha um bilhete escrito: peça única ,feita pelo SUPREMO ARQUITETO , cuide bem! Percebi então que não se tratava de comércio, mas de relacionamento. Não era valorização financeira, mas sim valorização pessoal. Que não foi uma compra, foi um principio de uma caminhada, ciente dos riscos no caminho. Eis você comigo, boneca! Juntos. Não posso fazer juras eternas, pois sou humano, mas uma coisa gostaria de manter: SEU VALOR.
Fernandinho CS 17/01/08
SENTIMENTOS
Temos a mania de qualificar sentimentos por bons ou ruins. Exemplo: a tristeza é ruim, alegria é boa, o restante de sentimentos temos como variáveis desses dois.
Porém percebi que sentimentos em si, na maioria das vezes são neutros, isto é, sem qualificação de bem ou mal.
A grande questão que temos que avaliar é o que tem gerado esses sentimentos.
Exemplo: podemos ver uma pessoa feliz da vida, e até nos alegrar com ela, e resolvermos perguntar o motivo de tanta alegria e ouvir uma resposta como essa: "meu plano deu certo, consegui fazer meu chefe mandar embora aquele fulano que estava me atrapalhando por ser mais capacitado que eu."
A alegria não é boa?
Um rapaz anda triste cabisbaixo e resolvemos acompanhá–lo, e obtemos a resposta: "sinto falta da minha namorada, ela está longe de mim, não é por opção, pois a gente se ama e quer estar junto...". A tristeza é ruim?
Quando aprendemos essa essência, pararemos de censurar nossos sentimentos, cujo a nascente é boa, passamos a ter essa liberdade de sentir, que é parte da nossa constituição humana, de criação de DEUS.
Com isso podemos ver o que esse trecho bíblico significa:
"de todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados,somos perseguidos, mas não abandonados;abatidos, mas não destruídos"2 COR.4.8 e 9
Mais importante do qualificar sentimentos entre bem e mal, e saber da nascente deles.
Fernandinho CS
30/01/08
A CELEBRAÇÃO DA VIDA COMO UMA POESIA DO MAIOR DOS POETAS: DEUS
O amor e o desejo de Sulamita e Salomão estão impregnados nas páginas de cantares, não de uma maneira vulgar, mas da maneira mais singela que o amor pode se formar, o amor Eros visto pelo ângulo cristão, o amor de plenitude e complemento. O amor que não se priva de sensações, de vontades e de fantasias, sendo isso tudo para o bem estar de um casal que quer fazer do ato sexual “um louvor, uma celebração da vida humana em todas as suas formas”. Pois sexo, não é pecado, sexo é vida, é renovo, é júbilo quando se é praticado de uma maneira compartilhada de amor mútuo, sincero e verdadeiro.
Sexo é uma dádiva de Deus aos homens, é algo tão importante, tão excelente perante os olhos de Deus, que não pode ocorrer de maneira banal, somente após um encontro, numa decisão e numa certeza ele é abençoado. Somente depois de uma união concreta e consciente que Deus em sua infinita sabedoria aconselha o homem e a mulher a unir-se e transformar-se em “uma só carne”, mistério tão maravilhoso.
O homem e a mulher passam a ser um, a costela volta a Adão, que agora tem seu pedaço novamente, um pedaço no qual Deus, após toda a criação, mesmo tendo criado o homem a sua imagem e semelhança e lhe incumbido do trabalho de nomear todos as espécies de animais, ainda assim era essencial a existência do homem. Uma ajudadora, cooperadora, Eva.
Veja como é poetico, a união entre o homem e a mulher é algo perfeito. Um acontecimento na essência da poesia, pois o poeta maior é Deus.
O poeta Mario Quintana diz uma frase que pode muito bem caber aqui nessa reflexão, ele diz: “Quando alguém te perguntar o que queres dizer com uma poesia, pergunte pra este alguém o que Deus quis dizer quando criou a vida”.
Dany Gondim
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