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Eu sou alguém em busca, estou em busca do auto-conhecimento e do conhecimento de Deus.

Saturday, November 04, 2006

A DECISÃO

Se Jesus tivesse feito a vontade dos homens com certeza não teria morrido da maneira que morreu, teria se tornado um líder político para o povo daquela época e com certeza, talvez fosse lembrado até hoje como um referencial de alguém que não se conformava com as maldades e as desigualdades da sociedade de seu tempo. Talvez hoje fosse lembrado como um mártir, como tantos outros que ao longo da história se destacaram. Porém Jesus não fez a vontade dos homens, ele fez a vontade de Deus, então houve revolta e falta de compreensão na sua atitude da parte daquele povo que o cercava, ninguém entendia como é que um homem que tinha tudo para liderar multidões, um homem que era eloqüente e tinha um carisma fora do normal, podia estar se humilhando e agindo daquela forma tão conformada diante de uma sentença na qual ele não merecia padecer. As pessoas se questionavam o porque de toda aquela situação, o porque daquele ato de desprendimento, afinal de contas na Bíblia relata em Isaias 53 a partir do versículo 7 que Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. E para que tudo isso? Seus amigos mais íntimos se dispersaram, desacreditaram nele, a incredulidade e ignorância na palavra de Jesus fizeram com que ninguém pudesse se despojar a ver além daquele momento de dor no qual ele insistia em aceitar. Ele foi negado por um de seus melhores amigos, escorraçado, humilhado, além de danos morais, também houveram os fatores físicos, como chicotadas, uma coroa de espinhos cravada em sua cabeça, até o acontecimento final e mais triste de todos a morte de cruz, uma sentença que só era dada a alguém que cometia o pior crime daquele tempo. E que crime Jesus havia cometido? Ele era um homem de paz, um homem de amor incondicional, nunca julgava e seu principal papel era mostrar o perdão de Deus para os corações aflitos das pessoas que sofriam uma condenação sem fim. E era por isso? Esse era o crime que o levara aquele triste fim? Como poderia se compreender tal decisão? Como se poderia aceitar a decisão de alguém que não tinha pecado nenhum ao se entregar para ser morto por algo que não cometeu? Pra uns era um ato de covardia, pra outros era um ato de conformismo, porém para ninguém Jesus estava fazendo tudo aquilo por tão nobre causa de salvar a humanidade, ninguém conseguia enxergar naquele martírio o amor à humanidade que o levava a passar por tudo aquilo, além do amor a humanidade, Jesus tinha um compromisso com Deus, que era o de fazer a sua vontade e assim o fez, não se importando com o que os outros iam pensar ou fazer. Ele se dispôs a fazer a vontade de Deus para que assim como por um ser humano entrou o pecado no mundo também por ele outro ser humano, entrasse a redenção e a vida eterna para todos que assim cressem. Mais de dois mil anos se passaram, hoje a maioria das pessoas se dizem cristãs e seguidoras de Cristo, mas será que elas conseguiram realmente entender a decisão que Jesus tomou? Vamos parar e refletir? Nos dias de hoje nós iríamos apoiar a Jesus se pudéssemos voltar o tempo, ou iríamos mandar crucificá-lo novamente? A decisão de Jesus não tem nada haver com o que os outros pensariam, porque Ele queria fazer a vontade do Pai, Jesus sabia que a humanidade era complexa e por amor a tanta complexidade e compromisso com Deus Ele deu sua própria vida sem ao menos ter culpa alguma, injustamente foi condenado e calado aceitou tudo. Fazer a vontade do Pai era primordial para Jesus isso é inquestionável, mas será que nós que nos dizemos cristãos, estamos querendo fazer a vontade do Pai, ou apenas estamos mais preocupados com o reconhecimento humano? Bem, tenho visto que o reconhecimento humano nem que houvesse uma crucificação haveria de atingir a todos, as pessoas são únicas, cada uma com seu pensamento e modo de viver individual. Alguns valorizam e outros não, porém se nós nos prendermos a reconhecimento humano, ficaremos frustrados e correremos um sério risco de desistir da batalha, porém se buscarmos fazer a vontade do Pai seremos motivados pelo exemplo de Jesus que não ganhou o reconhecimento humano mas em compensação ganhou a vida eterna. Está na hora de tomarmos uma decisão e qual será a sua? Daniele Gondim 11/08/2006

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