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- Daniele Gondim
- Eu sou alguém em busca, estou em busca do auto-conhecimento e do conhecimento de Deus.
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Wednesday, May 23, 2007
Pentecostes...
Ao descer sobre vocês o Espírito Santo, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas..." (At 1.8)
Essas são palavras de despedida de Jesus a seus discípulos, pouco antes de sua ascensão para junto de Deus.
Deus envia sobre os seguidores de Jesus o seu santo "sopro" para desempenhar várias funções: preencher o vazio deixado por Jesus e fazer com que seus discípulos e discípulas não se sintam sós, mas consolados, fortes, protegidos e com poder para dar testemunho de suas experiências com o Cristo, levando adiante o serviço ao próximo, que tem por objetivo construir o Reino de Deus.
É desse Espírito de Deus que cada pessoa recebe dons que lhe possibilitam desempenhar uma função especial neste mundo. O Espírito Santo nos transforma em ferramentas adequadas na mão de Deus que, então, através de nós, age neste mundo.
Há quem creia que são necessárias grandes manifestações de poder - como falar em línguas estranhas ou atos aparentemente milagrosos - para comprovar se alguém tem ou não o Espírito Santo. Na verdade, ninguém possui tal Espírito, porque, assim como o vento, "ele sopra onde quer". É ele quem nos possui, nos dá a fé pela qual somos capazes de não somente confessar a Jesus Cristo como filho de Deus e Salvador, mas também de viver sob essa fé e a confiança de que quando Jesus foi para junto de Deus não abandonou este mundo, mas se faz presente através de toda pessoa que dá continuidade à sua obra.
Ao lermos as partes do livro de Atos dos Apóstolos que nos falam da ação do Espírito Santo, notamos que este sempre se manifesta onde há pessoas reunidas e que, diferente do que aconteceu no episódio da torre de Babel, quando as pessoas recebem o Espírito Santo, este promove o rompimento de fronteiras culturais e lingüísticas. A mensagem anunciada em nome de Deus é entendida pela mente e pelo coração e os ouvintes são tomados de um calor que os tira da acomodação e os anima a viver de um jeito novo.
É pela capacidade que o Espírito de Deus tem de aproximar, unir, romper barreiras, que há vários anos, na semana que encerra com o Pentecostes, em vários lugares do Brasil, Igrejas cristãs de diferentes denominações se unem para celebrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Essa é uma forma de testemunhar publicamente sua disposição de caminhar numa mesma direção e trabalhar juntas, mantendo suas particularidades, para o enfrentamento de situações e realidades já denunciadas e enfrentadas por Jesus há quase dois mil anos.
Somente estando tomados pelo Espírito Santo, somos capazes de reconhecer em Jesus o filho de Deus. Esse reconhecimento, então, nos desacomoda e permite confiar que Deus é tão poderoso que decidiu se manifestar na simplicidade de um homem humilde. Essa constatação deve nos sensibilizar a procurar Deus nas coisas simples do dia-a-dia e crer que Ele se serve de nós, com todas nossas limitações e fraquezas, para cuidar deste mundo com o mesmo amor com que Ele o criou.
Não sufoquemos a ação do Espírito Santo em nós, mas deixemos que ele nos impulsione a viver como Filhos e Filhas de Deus!
Thursday, May 17, 2007
João 14 - A descrição de Jesus, feita por Ele mesmo.
Tenho procurado uma forma de me superar, talvez falar de Deus com sabedoria, entrando em aspectos teológicos inteligentes, virtudes que muitas vezes me fazem admirar alguns dos meus amigos nos quais costumo ler o que escrevem, no entanto falar de Deus é muito difícil, é mais fácil sentir o seu agir e abrir o coração para conhecê-lo na figura de seu Filho Jesus Cristo.
Porque será tão complicado assim, para os teólogos atuais a busca por conhecer a Deus? Quando na verdade o próprio Jesus nos mostra no livro de João, falando aos seus apóstolos, coisas que são tão questionadas ainda nos dias de hoje, sobre quem Ele é?
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.Tendo Jesus deixado tamanha descrição a respeito de si, porque ainda agora, procura-se loucamente como se não houvessem indício algum, se encontrar a Deus? Olhar pra Jesus já não seria o bastante? Nós que continuamos, congregando em nossas igrejas, indo aos cultos semanais, tendo os nossos rituais religiosos sempre em dias, porque ainda insistimos em buscar a face de Deus de outras formas? As obras que vemos realizar em nome de Jesus são poucas? Suas misericórdias não tem sido suficientes para cada manhã? O que na verdade tem faltado de Deus nas nossas vidas para que venhamos a buscá-lo tanto, tentando refazer, ou melhor tentando moldar Deus de acordo com nossas vontades próprias, tentando sistematizar algo que não se pode, por ser misterioso e por se revelar na medida em que Ele mesmo se faz necessário que o conheçamos? Não seria muita pretensão nossa? Mas não paramos por aí, podemos ver além da busca por conhecer a Deus, a busca incessante por saber o caminho no qual seguir. Não mudou nada do discurso dos apóstolos quando questionaram Jesus, para os questionamentos dos dias atuais.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.Sim Jesus é o caminho, quem o conhece, conhece também ao Pai e ao Espírito Santo, pois ele também menciona o Espírito quando nos fala a respeito do consolador, que mandaria para estar conosco.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.O Espírito da verdade, quem é a verdade? Jesus é a verdade, é o seu Espírito que nos foi enviado. Então Ele diz:
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.Ou seja, nessa passagem toda, Jesus fala a respeito da trindade, pois Ele é o Pai e o Espírito Santo juntos, atuando em nossas vidas, e isso é mistério, não nos cabe entender. Apenas deixar que Ele habite em nós e nos mostre a sua verdade, dia após dia, continuamente, abrindo os nossos corações e deixando que Ele seja nosso conhecido como disse Jó não só de se ouvir falar, mas de andarmos junto com Ele. Dany Gondim
Thursday, May 03, 2007
Reorganização....
Nunca mais escrevi aqui, mas sabe, muita coisa tem mudado, tenho conhecido a Jesus, isso é interessante, pois pelo tempo que dizia que o conhecia, isso não deveria mais ser novidade, porém Jesus tem sido analisado em suas minucias, todas as suas ações e reações tem sido estudadas por mim, e quanto mais conheço Dele, mas me vejo longe da religião, mas me vejo longe de todos os modelos de sistematização do cristianismo.
Me sinto livre, me vejo mais leve, enquanto por aí o assunto do momento é essa disputa da teologia relacional com as outras, eu encontro Jesus no simples ato de procurar conhecê-lo em sua simpllicidade.
O Jesus que tenho conhecido é aquele que está muito longe de tudo que tenho visto ser pregado nos dias de hoje, Ele não é religioso, Ele é apenas um apaixonado pelo Pai, e por ser assim Ele faz a vontade daquele que o enviou.
Na verdade, quanto mais conheço o Jesus dos Evangelhos mais me intristeço por constatar que ainda existem muitos fariseus, infiltrados no meio de nós, pessoas salvas pela graça, mas que insistem em viver como se ainda estivesem no tempo da lei.
É incrível, como se prega um Jesus amavél e não se ama, como se prega um Jesus misericórdioso e não se tem misericórdia, como se prega um Jesus que carrega as dores do outro e na verdade não se carrega essa dor.
Muito se torna falação, a pregação genuína, não está nos pulpitos das sintuosas instituições, está na palavra de Deus revelada em Jesus.
Parece simples, na teoria é assim, mas na prática fica muito a desejar.
Por isso não tenho mais escrito aqui, confesso que estou decepcionada, revendo meus conceitos, não a respeito de Jesus, (pois esse a cada dia mais me encanta), tenho revisto a Instituição Eclasiástica e toda a religiosidade que não salva, mas que me enganou durante esse tempo em que eu dizia conhecer a Jesus...
Fico feliz por ver que Ele tem se revelado a mim, tem tirado as escamas dos meus olhos, a cegueira tem me deixado e eu posso ver, ainda com dificuldade, mas já posso contemplar a beleza de Cristo além doutrina, além religiosidade ou instituição... A beleza dos evangelhos, na simplicidade do ministério do Mestre Jesus.
Dany Gondim
TEOLOGIA RELACIONAL: a inútil discussão acerca de Deus
Piedosas são sempre as tentativas humanas de pensar Deus sem vivê-Lo.
Sim! Quando a alma não quer a revelação e suas implicações de uma existência em fé e sem justiça-própria, entregando o ser sem para-queda a Deus, o que surge é uma “teologia”.
Cada vez mais me perguntam o que acho da Teologia Relacional ou do Processo, as quais só não são a mesma coisa por uma diferenciação escolástica.
Ora, sem mencionar tais nomes em muito do que escrevo, entretanto deixo claro o que penso em todos os conteúdos deste site, os quais (os conteúdos) batem de frente-frente contra tais especulações.
Mas para aqueles que só entendem as coisas se elas tiverem nome e endereço, digo aqui o seguinte:
1. Que é loucura humana buscar entender como Deus é para além da revelação que Jesus fez e faz do Pai. Deus é Deus. E cabe ao homem amá-Lo conforme o que Dele se pode conhecer ou nos é revelado.
2. Que a especulação sobre a relação de Deus com a História Humana que não se fundamente na revelação que Jesus trás de Deus é tola, infantil, presunçosa, e inútil.
3. Que tais especulações apenas desviam a atenção para algo que não se pode conhecer, em detrimento do que de Deus se pode conhecer.
4. Que Deus não é conhecido pelo intelecto, mas pela sensibilidade que tem no espírito humano seu chão e sua base. Assim, Deus se revela sem se explicar.
5. Que tanto o Calvinismo como também a Teologia Relacional são manifestações humanas equivocadas, ainda que sinceras, pois a Escritura é propositalmente contraditória e paradoxal aos sentidos humanos, posto que o que ela revela é divino, e não está ao alcance da especulação que busca sistematizar as coisas.
6. Que se tem que viver com a humildade de quem ama Aquele que não pode ser compreendido, ao mesmo tempo em que se ponha em pratica tudo o que se pode compreender; e que diz respeito ao homem e sua relação com Deus pela fé, e com a vida pelo amor.
7. Que a Teologia Relacional que as Escrituras ensinam nada tem a ver com o modo de Deus ser em relação ao homem para além do revelado, como quem busca entender os caminhos de Deus que são mais altos que os nossos caminhos. A Teologia Relacional que as Escrituras ensinam é justamente aquela que é evitada pelos teólogos na busca de se entender o que não nos é possível — que é a relação do homem com Deus pela fé.
8. Que tal discussão não passa de sexo dos anjos, posto que evita o que é revelado; ou seja: que os homens se relacionem uns com os outros, com Deus, com a vida, pois estão supostamente muito ocupados pensando Deus.
9. Que Jesus acharia, pela manifestação que o Evangelho nos trás Dele, tudo isso uma grande tolice dos escribas dos saduceus — que não criam na revelação em sua simplicidade, e, assim, criaram uma teologia na qual as ações dos homens e as de Deus se tornavam a mesma coisa.
10. Que a única Teologia Relacional que pode ser intelectualmente levada a sério é aquela que diz respeito ao homem com o homem; e ao homem com Deus, conforme João nos ensina em sua epístola tão clara e obviamente.
Assim, sem citar nomes, autores ou supostos pensadores, digo:
Não levo à sério que pensa assim, pois, quem pensa, assim não pensa, posto que pelo seu próprio pensar (se pensa de fato), vê que não é possível “pensar Deus”, pois Deus está acima do próprio pensamento.
Ora, se assim não fosse dir-se-ia que o homem, o justo, seria justificado pelo seu pensar!
O mundo está estrebuchando. Mas há pessoas dedicadas a fazer fimose de Deus, ao invés de simplesmente viver o Evangelho conforme a simplicidade de Jesus.
Toda tentativa de pensar Deus para entendê-Lo, não apenas é tola, mas, sobretudo, é diabólica, pois, tira a energia humana do foco simples do Evangelho, e leva a pessoa para um ambiente virtual de uma piedade de sarcófago, posto que nada mais faz do que a exumação do único Deus passível de ser objeto de tal coisa — o Deus da teologia.
Digo isso não porque não pense. Sei que se começasse a especular sobre “Deus” eu seria muito bom nisto, pois, imaginação não me falta, muito menos capacidade de pensar com todas as implicações filosóficas de tal “viagem”.
Minha recusa quanto a tais coisas, portanto, não me acomete como sentimento de limitação no pensar até onde pensar seja possível, mas exclusivamente em razão de suas coisas: do temor de Deus conforme a consciência que tenho acerca Dele, assim como em razão da certeza total de que tais exercícios apenas exercitam a vaidade, mas não têm poder algum quanto a levar a vida à verdadeira experiência de Deus como conhecimento profundo e como piedade aplicável a esta existência.
O site, todavia, contém textos e textos que explicam em detalhe a vaidade de tais especulações!
Chega de Disneylândia teológica.
O buraco é infinitamente acima de nossas cabeças!
Assim, para os devotos da especulação que só interessa ao desinteresse pelo que de fato importa e interessa — eis a Palavra do Evangelho:
Disse-lhe Filipe:
Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta.
Disse-lhe Jesus:
Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, faz as suas obras. Crede-me que estou no Pai, e que o Pai em mim; crede-me ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardai os meus mandamentos.
Assim, a Teologia Relacional de Jesus não diz como Deus é. Apenas diz para ver o Pai no Filho revelado e encarnado. Diz que tudo tem a ver com crer ou não crer. Diz que o que está disponível aos nossos sentidos são obras divinas a serem vistas e discernidas. Diz que tal relacionalidade é com Deus, e que ela se manifesta mediante a obediência e o amor. E conclui afirmando que a especulação sobre o Pai é tolice, pois o que do Pai se pode conhecer está revelado em Jesus.
Desse modo a questão de Jesus ecoa outra vez:
Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido?
Nele, que jamais se ocuparia com tais coisas, como de fato, tendo todas as chances, não o fez,
Caio
Ps: Se pelo menos os teólogos entendessem um pouquinho acerca de física quântica, saberiam quão tola tal discussão é em sua busca de discutir a atemporal soberania de Deus e a temporal e relativa liberdade humana. Sem um mínimo de consciência sobre o significado físico do tempo, não se tem nem como entender que não se pode entender a eternidade. Sim! Porque já que não crêem, poderiam pelo menos ir além das categorias medievais de nossas teologias a fim de pensarem de modo a fazer sentido com o que pensar significa.
02/05/07
Camboriú
Santa Catarina
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